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23Mar

Em homenagem ao Mês da Mulher, Radix entrevista a gerente geral de Upstream, Natalia Klafke

A profissional conta sua história e dá conselhos a quem quer trabalhar na área de tecnologia e engenharia

Natalia klfke site Natalia Klafke é gerente geral de Upstream da Radix

A Radix conta com muitos profissionais capacitados, criativos, talentosos e ansiosos por desafios na sua equipe. Em homenagem ao mês da Mulher entrevistamos a Gerente Geral de Upstream da empresa, Natalia Klafke. Conheça um pouco da sua história dela e a mensagem que ela deixa para outras mulheres que querem trabalhar com engenharia e tecnologia.

- Em sua carreira, você ajudou empresas a superar grandes desafios por meio de soluções inovadoras, comprometimento e trabalho árduo. Você pode citar algumas ideias e exemplos?

N.: Posso citar muitos desafios, e cada um deles foi o maior desafio da minha carreira na época. Em alguns casos, estávamos lidando com equipamentos críticos e precisávamos de ações imediatas. Em outros casos, eram projetos estratégicos e tínhamos que orquestrar com diferentes níveis executivos da organização. Trabalhar em empreendimentos desafiadores e complexos, como FPSOs greenfield, ou uma refinaria greenfield, como a que fizemos em parceria com a Petrobras, foi um grande aprendizado que levo para a minha carreira não só pelo lado técnico, mas também pelas interfaces complexas que fiz com equipes multidisciplinares.

- Trabalhar com tecnologia sempre foi o que você queria fazer?
N.: No início da faculdade eu tinha dúvidas se eu realmente queria ser engenheira, mas me apaixonei muito rapidamente e comecei a me ver em uma profissão técnica. Logo no início eu sabia que queria trabalhar na indústria de petróleo e gás. Sempre fui muito apaixonada por controle e automação, então concluí meu mestrado integrando as duas áreas. Eu era e ainda estou muito focada em trabalhar com tecnologias no setor de Óleo&Gás.

- Qual você acha que é a melhor parte de ser mulher na indústria de tecnologia?
N.: É difícil eleger a melhor parte porque ainda existem muitas ações necessárias para alcançar a igualdade mínima. Na minha experiência pessoal, cresci muito na minha carreira após a maternidade. Não acho que seja uma coincidência, principalmente porque trabalhar horas extras ficou cada vez mais difícil. Eu acredito que fui capaz de desenvolver muitas habilidades que impulsionam os negócios, como um senso de urgência e eficácia, criatividade e uma melhor compreensão das relações entre as pessoas.

- Que conselho pessoal e de negócios você pode dar às mulheres aspirantes a engenheiras?
N.: Em um nível pessoal, explore diferentes pontos de vista e aprenda com todos que você conhece. É muito importante ter diferentes fontes de opinião para ter uma visão melhor da situação. Meu conselho de negócios é ser criativo em tud e tentar se divertir enquanto faz isso, porque você vai gastar muito do seu tempo no trabalho. Não deixe isso ser um fardo.

- E para uma mulher que está considerando uma carreira na indústria de tecnologia, o que você diria? O que você gostaria de ter sabido?
N.: Há um espaço para você. Não tente se encaixar em um mundo masculino sem ser você mesma. Basta ser você mesma e fazer o trabalho duro, o sucesso estará direcionado associado a isso.

- Quer deixar alguma mensagem final para inspirar futuras engenheiras e cientistas?
N.: Minha filha, de cinco anos, me disse recentemente que tem três aspirações profissionais: uma ninja, uma cientista ou uma detetive. Ela estava tendo problemas para escolher apenas um. Eu disse a ela que, como cientista, ela poderia ser os três!