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Tecnologia aliada à produção de hardware e software como estratégia de defesa e segurança

Tecnologia como estrategia de defesa e seguranca abimde radix dreamstime xxl 2502946

Investir em tecnologias para garantir a segurança cibernética pode ser uma importante estratégia de defesa e segurança. Segundo o especialista em cybersecurity da Radix, Lincoln Bastos, é fundamental trabalhar no desenvolvimento de tecnologias e produção de hardware e software para soluções na área.

“Para minimizar as chances de ataques cibernéticos, pode-se usar tecnologias de criptografia empregadas no ambiente financeiro, militar e de infraestrutura crítica, como unidade operacional e rede de supervisão. É fundamental ter a arquitetura e as soluções apropriadas para se chegar ao nível de proteção adequado. Além disso, é imprescindível garantir acesso a tecnologias mais novas como Internet das Coisas (IoT), Big Data e aplicações em dispositivos móveis”, contou Bastos. 

Ainda de acordo com o especialista, há vários questionamentos sobre a questão da vulnerabilidade cibernética no Brasil e o país ainda carece de tecnologia suficiente para atingir um nível maior de proteção. “Precisamos fomentar a indústria de tecnologia no país. Somente por meio da produção de hardwares e softwares nacionais é que conseguiremos desenvolver e difundir os conhecimentos necessários, com detalhes suficientes, para produção de sistemas mais avançados de proteção”, avaliou Bastos.

Segundo Lincoln Bastos, as empresas correm riscos no mundo digital, que as obriga a implementar medidas de segurança cada vez mais modernas. Contudo, para continuar contando com as facilidades trazidas pela era digital, Bastos recomenda que as organizações fiquem atentas a ameaças e utilizem soluções customizadas como “armas tecnológicas” para identificar os riscos e combater os ataques cibernéticos, inclusive, de forma preditiva.

Além de investir no desenvolvimento de sistemas de vigilância e supervisão e de defesa cibernética - tanto no âmbito da Tecnologia da Informação quanto no de Tecnologia Operacional-, empresas de Defesa também buscam automatizar seus equipamentos para tornar o controle de informações mais eficiente, como é o caso do recente projeto desenvolvido pela Radix para a Força Aérea Brasileira.
 

Ao automatizar o forno industrial de carbonização de material compósito – que pode chegar até mil graus e é usado para testar materiais para escapamento de foguetes, a Força Aérea Brasileira (FAB) pode acompanhar os dados históricos de quando e quem acionou o forno e se houve algum alarme específico de temperatura acima da programada. Além disso, o operador pode controlar a temperatura, ligar e desligar o forno de qualquer lugar, apenas com alguns cliques no sistema desenvolvido pela Radix.

Em função da criticidade do equipamento, o projeto, elaborado para a FAB, além de garantir o monitoramento dos usuários responsáveis por acionar o forno, também possibilitou maior assertividade nas informações e liberação de profissionais para atividades mais estratégicas. A automação da operação de tratamento térmico permite a confiabilidade e garantia ao processo de manufatura de compósitos termoestruturais, evitando situações indesejáveis, como falta de gás, queda de energia, dentre outras situações que interromperiam o prosseguimento da manufatura do produto. Além disso, a supervisão automática pode evitar uso intensivo de mão-de-obra durante a operação do sistema.


* A Radix, empresa de engenharia e software, é classificada como uma Empresa Estratégica de Defesa (EED) e atua no desenvolvimento de tecnologias e produção de hardware e software para soluções em cybersecurity e também de monitoramento e segurança de grandes áreas e distâncias.

 

O artigo da Radix foi publicado na revista Informe ABIMDE, edição de setembro de 2016: