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Radix expõe projetos e tecnologias de ponta em congresso na UFRJ

Projetos desenvolvidos para AmBev, Braskem e a Suzano foram apresentados

Congresso eng site Apresentação no I Congresso Brasileiro em Engenharia de Sistemas em Processos

A Radix participou do I Congresso Brasileiro em Engenharia de Sistemas em Processos (PSEBR), no Rio de Janeiro. No evento, foram apresentados projetos desenvolvidos pela Radix para a AmBev, a Braskem e a Suzano Papel e Celulose. 

No projeto para a AmBev, a Radix criou uma solução de Controle Avançado de Processos que melhorou a qualidade da cerveja produzida, aumentando o Beer Consistency Index, que impacta diretamente na nota fornecida pelos mestres cervejeiros para cada lote produzido. Para isso, foi usada uma estratégia de controle inferencial na qual a variável controlada (no caso, o volume do mosto) é estimada por um analisador virtual (o Filtro de Kalman) e as variáveis manipuladas (que são as vazões de vapor) são calculadas por um controlador com rastreamento de trajetória com topologia Feedback+Feedforward. Tal sistema permite um controle preciso do processo de evaporação mesmo sob efeitos de perturbações externas.

- Houve uma diminuição considerável na variabilidade tanto do percentual evaporado, aproximadamente 0.1% de cada batelada, quanto do tempo de duração das mesmas, durante o processo de evaporação do mosto – explica o engenheiro de controle e automação da Radix, Gabriel Pacheco, coordenador do projeto. 

Já para a Braskem, a Radix está desenvolvendo, em parceria com a COPPE/UFRJ, analisadores virtuais baseados em técnicas de machine learning e analytics para predição de índice de fluidez, densidade e teor de solúveis em xileno dos polímeros produzidos em doze plantas da Petroquímica em Triunfo, no Rio Grande do Sul. Ao fim do projeto, serão 48 analisadores virtuais operando em tempo real na rede da Braskem.

- A Braskem está investindo fortemente em transformação digital, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, e esse projeto está dentro dessa iniciativa da companhia. Os principais ganhos previstos são a diminuição de tempo da tomada de decisão do operador, redução da geração de produtos fora de especificação e redução das solicitações por análises de laboratório, além da melhora no controle do processo – afirma o engenheiro químico da Radix, Fabricio Costa, coordenador do projeto.

Por sua vez, o projeto para a Suzano elaborou uma solução para prever a quebra de papel na máquina de secagem. Cada quebra pode gerar perdas de produção na ordem de R$ 1 milhão. Durante o processo, é necessário controlar diversas variáveis, como velocidade de rotação dos eixos, temperatura e correntes elétricas, para que a bobina de celulose não rompa, mas forme uma folha contínua.

- O projeto da Radix é baseado em machine learning e análise de dados e mostra aos operadores da máquina de secagem quando o processo está se aproximando de uma condição operacional que pode gerar quebra. Quebras não são raras e ainda ocorrem numa frequência indesejada. Quando acontecem, geram um prejuízo de quase R$ 1 milhão para a empresa e gasta-se 12 horas de trabalho para recomeçar a operação – explica o diretor comercial da Radix, Flavio Waltz.

O  I Congresso Brasileiro em Engenharia de Sistemas em Processos aconteceu na Universidade Federal do Rio de Janeiro, auditório da COPPE, no fim de maio. Os especialistas da Radix, Octavio Santiago, José Guilherme Monteiro, Pedro Côrte, Flavio Waltz, Fabricio da Silva Costa, Gabriel Pacheco e Artur Cook participaram e apresentaram os projetos que a Radix desenvolveu em parceria com a UFRJ e clientes citados.