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Engenheiros de Dados, quem são?

Radix engenharia de dados big data

Desde o rastreamento de informações geradas ao navegar na internet até o sequenciamento do genoma e análises de DNA, o dado é uma importante ferramenta cujo volume e importância vêm crescendo em empresas de diferentes segmentos. Com o aumento da quantidade de dados gerados por cada indivíduo e, principalmente, por empresas e seus equipamentos, companhias buscam cada vez mais profissionais para cuidar e tratar dessas informações. 

Percebendo essa demanda crescente na indústria, a Radix criou, em 2016, sua primeira equipe de Engenheiros de Dados com o objetivo de desenvolver e implementar soluções para processamento e tratamento de dados a partir de tecnologias de Big Data. Mas, quem são esses profissionais? De acordo com o gerente de projetos da Radix Eduardo Suski, o maior desafio é a inexistência de formação formal para este tipo de profissional.

“Aqui na Radix trabalhamos com equipes multidisciplinares e para montar o grupo de Engenheiros de Dados da empresa, abrimos um processo seletivo que almejava buscar alunos de diferentes escolas, como Matemática, Estatística, Ciência da Computação, Engenharias Química, Elétrica, de Controle e Automação... Para selecionar a equipe certa, fizemos um desafio extremamente complexo envolvendo diferentes técnicas de Data Mining e Machine Learning. Dificilmente alguém acertaria todo o desafio, mas queríamos analisar a capacidade de raciocínio e uso das ferramentas. O candidato só poderia enviar o currículo após resolver o desafio pelo menos parcialmente. Ao final, tivemos 10 currículos e todos esses candidatos foram entrevistados. Assim, tivemos a ideia exata de quem realmente poderia compor a equipe de Engenheiros de Dados da empresa”, explica Suski.  

Em entrevista para a Radix, o Engenheiro de Dados André Barbosa revelou que a principal característica para o cargo é a curiosidade. “Para trabalhar na área é preciso ser curioso, olhar para o problema e buscar entender de onde ele vem, o que está dando suporte para ele. É fundamental pesquisar. Gosto do termo ‘mineração de dados’, pois precisamos cavar até sair uma solução”, relata Barbosa.

Além da multidisciplinaridade, a Radix trabalha com equipes formadas por profissionais de diferentes estados do país. A Engenharia de Dados conta com colaboradores da região sudeste e nordeste, por exemplo. “Acreditamos que a regionalidade também agrega muito para o time. Trabalhamos com soluções de Big Data em diversos segmentos, com situações diversificadas, precisamos de profissionais diferenciados e com conhecimentos diferentes entre si. Gostamos do espírito de time, em que um complementa o outro com suas particularidades e experiências profissionais”, acrescenta Suski.  

Ficou interessado no assunto e gostaria de trabalhar com Engenharia de Dados? Para os profissionais da Radix, o primeiro passo é buscar livros e cursos online sobre o tema. “Pesquisar sobre Machine Learning, Big Data e Ciência de Dados é fundamental para começar a se especializar no assunto e pensar em ser um Engenheiro de Dados. Hoje, existem matérias eletivas na faculdade, cursos e livros com esse foco”, diz Barbosa.