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Instituto Terra faz cercamento da nascente do rio Manhuaçu, do Vale do Rio Doce

Instituição do fotógrafo Sebastião Salgado é finalista do Programa Sustentabilidade Radix e, com o apoio da empresa, vai restaurar nascentes da bacia hidrográfica do rio Manhuaçu.

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O Instituto Terra, do fotógrafo Sebastião Salgado, foi um dos finalistas do Programa Sustentabilidade Radix – Vale do Rio Doce. Com o apoio da empresa de engenharia e software, a instituição fará a restauração, através da implantação de uma fossa séptica biodigestora,  e a proteção de duas nascentes da bacia hidrográfica do rio Manhuaçu, integrante da bacia do Vale do Rio Doce.

O projeto está na quarta etapa de um total de seis fases, que consiste no cercamento da nascente, através de mourões, arame, grampos e mudas. De acordo com Luciano Suim, representante da parte de extensão ambiental do Instituto Terra, a parceria com a Radix levanta a importância da recuperação e conservação de recursos hídricos na região.

“Ao participar do programa Sustentabilidade Radix – Vale do Rio Doce, estamos criando uma ‘onda positiva’ sobre a necessidade de preservar e recuperar os recursos hídricos da região do rio Manhuaçu, na qual o município de Aimorés – onde o Instituto Terra está localizado – faz parte. Esse é mais um rio do Brasil que sofre com as ações antrópicas”, contou Suim.    

Para realizar a recuperação da nascente, o projeto é dividido em algumas etapas e até o momento, as atividades realizadas foram: mobilização de produtores rurais, para conscientizar a comunidade envolvida, mostrando para o produtor rural como o projeto será implementado, a importância de recuperar e conservar os recursos hídricos, em especial as nascentes, que além do abastecimento das residências, na maioria das vezes, é a única fonte de água para todas as atividades agropecuárias da propriedade; levantamento de dados, cadastro do produtor e georreferenciamento e cadastro da nascente principal; elaboração do projeto técnico e croqui das nascentes, em que o técnico junto com o produtor rural definem a melhor área para realizar o isolamento, estabelecendo critérios para o desenvolvimento do projeto; distribuição de insumos para o cercamento de nascentes, que podem ser mourões, arames, grampos e mudas, e materiais para implantação da fossa séptica biodigestora. Nessa etapa, além da distribuição dos produtos, é feito também um treinamento com orientação de cercamento, plantio e manutenção das áreas.

Em entrevista para a Radix, Suim adiantou os próximos passos do projeto. “Assim que as chuvas diminuírem, iremos terminar o isolamento das nascentes e entregaremos e plantaremos as mudas de espécies florestais. Depois disso, faremos o acompanhamento técnico da ação e vamos instalar a fossa séptica biodigestora”, explicou o técnico de extensão ambiental do Instituto Terra.

Confira as notícias sobre o Instituto Terra:

Recuperação florestal é caminho possível para escassez de água - reportagem da TV Gazeta exibida no Jornal do Campo:

Cafeicultor preserva nascentes e tem água sobrando em Colatina (ES) -  reportagem da TV Gazeta exibida no Jornal do Campo:

Série 'Nossos Vales', da InterTV - MG:

Filme produzido para COP 21 mostra reflorestamento da RPPN Fazenda Bulcão, sede do Instituto Terra: